WASHINGTON – Uma mutação específica no CHEK 2, um gene encarregado de reparar o DNA e impedir a divisão descontrolada das células e a aparição do câncer, pode triplicar o risco de que uma mulher desenvolva câncer de mama. Em um estudo, divulgado nesta semana pela revista Journal of Clinical Oncology, pesquisadores informam ter descoberto uma mutação do gene que neutraliza sua capacidade de reparar o DNA.

O CHEK 2 pertence ao tipo de genes conhecidos como “supressores tumorais”. “O CHEK 2 poderia ser utilizado pelo para identificar mulheres que teriam que ser submetidas a um exame mais exaustivo para controlar a detecção do câncer de mama”, assinala o diretor do estudo, Borge Nordestgaard, professor do Departamento de Bioquímica Clínica do Hospital Universitário Herlev, da Dinamarca.

Na análise do histórico médico de 9.231 dinamarquesas, os cientistas determinaram que 0,5% haviam sofrido a mutação do gene. E entre as mulheres com gene com mutação, 12% desenvolveram câncer de mama, em comparação com 5% daquelas com um gene normal.

Considerados fatores como a idade, o índice de massa corporal e o uso de hormônios, os pesquisadores descobriram que as mulheres que possuíam a mutação corriam 3,2 vezes mais risco de câncer de mama que aquelas que não a tinham.

Os cientistas assinalam que as que correm maior risco de sofrer a doença são as mulheres com mais de 60 anos e acima do peso.

Modificado em: 11/08/2006